Home Data de criação : 08/07/26 Última atualização : 08/08/26 15:45 / 18 Artigos publicados
 

COMO COMPRAR OBRAS DE ARTE  escrito em terça 26 agosto 2008 15:45

                                 COMO COMPRAR OBRAS DE ARTE

A obra de arte pode ter um valor financeiro como um imóvel, uma ação na bolsa ou outro bem de valor e muitos as adquirem como investimento de segurança. No último ano a Christies faturou mais de seis bilhões de euros em seus leilões. Isto vem demosntrar que o mercado de arte está aquecido, provavelmente  isto se deve à  insegurança no mercado de ações americano em virtude dos problemas financeiros com grandes empresas e bancos daquele país. Nos momentos de crise mundial a arte sempre foi um refúgio seguro de investimento.

Muitos adquirem arte como prova de bom gosto, distinção social e especialmente para exibí-los aos amigos. Não me cabe julgá-los, mas apenas constatar o fato e torcer para que, o que hojé é apenas um exibicionismo social, se torme paixão duradoura. 

O comprador de arte deve ter em mente os diversos fatores que determinam o real valor de uma obra.

AUTORIA - Quem é o autor? Trata-se de obra típica desse autor? Pertence a uma fase ou momento esteticamente importante de sua evolução artística? Certos artistas tornam-se célebres em razão de determinado tema ou motivo. O pintor Pancetti, por exemplo, era marinhista e, portanto suas marinhas têm mais valor, do ponto de vista financeiro.

QUALIDADE -  Trata-se de obra importante do autor? Qual a sua qualidade, em relação a outras do mesmo autor?

Nenhum artista, por mais famoso que seja, terá produzido apenas obras primas. Há que se fixar o melhor e o pior de sua produção e estabelecer ainda os diversos marcos que se colocam entre esses dois extremos. O preço variará muito, dentro de certos limites, segundo a menor ou maior qualidade da obra.

QUANTIDADE - Qual a situação do mercado de arte em relação às obras do autor? Há mais oferta ou mais procura? O preço de uma obra deverá estar na razão direta de sua qualidade e na inversa de sua quantidade. Uma produção abundante, se não controlada por um habil "marchand", determinará fatalmente a banalização dos preços. Por outro lado, uma produção por demais escassa terminará por colocar seu autor fora do mercado.

TEMAS E DIMENSÕES - Muitas vezes, obras de artistas bem cotados e com excelente qualidade atingem baixo preço, devido a seu tema ou às suas dimensões. Por exemplo, uma obra com o tamanho da "Batalha dos Guarapapes" ou do tamanho de uma caixa de fóforos será sempre de difícil vendagem. Lembremo-nos das palávras de Protágoras - "O homem é a medida de todas as coisas".

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DA OBRA - Quanto melhor o estado de conservação, maior o preço. Uma obra já restaurada valerá menos que outra íntegra. O estado de conservação de uma obra geralmente é classificado em:  A (excelente), B (bom), C (danificado) e D (arruinado). Pequenas restaurações executadas por um profissional consciencioso e capaz não diminuem, a rigor, o preço. É preciso tomar muito cuidado com os falsos restauradores que, infelismente, no Brasil existem muitos.

PEDIGEE DA OBRA - SUA HISTÓRIA - O grau de autenticidade de uma obra é muito importante para se estabelecer seu valor. Seu pedigree é aferido pelas exposições em que tomou parte, nos livros em que foi cidada ou reproduzida, nas coleções a que pertenceu, nos museus em que foi exibida e assim por diante.

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NOTA - Dedico estas informações à memória do meu saudoso amigo Jorge Beltrão que sempre me incetivava e dava orientações artísticas exigindo que tomasse nota de cada detalhe. Para quem não conheceu, Jorge Beltrão foi um dos maiores marchands do Brasil. Proprietário da Montmartre Gallery, no Rio de Janeiro, que foi o principal ponto de encontro de grandes nomes da arte brasileira, onde tive o prazer de trabalar de 1973 a 1979.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico.

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O PODER DA ARTE  escrito em domingo 24 agosto 2008 19:51

                                       O PODER DA ARTE

Desde tempos muito remotos que a arte vem sendo utilizada para persuasão. Tanto na publicidade comercial como na política ela é um instrumento de enorme poder.

Este instrumento tem sido responsável pela história do mundo ao longo dos séculos. A arte com suas técnicas visuais garantiu o poder a muitos ditadores. Os políticos utilizam-na para se perpetuarem no poder, portanto é atravez dela que os rumos da humanidade foram traçados.

A arte bem planejada penetra na mente humana numa forma de persuasão subliminar. Guerras e massacres aconteceram graças pelo uso de sua força.

A arte de transmitir confiança; A arte de mostrar um futuro promissor; A arte como adorno pessoal; A arte da aparência idealizada, digna de um grande rei, que pode enganar a todos; A arte de mostrar as imagens que queremos ver; A arte usada para contar uma mentira política; A arte nos palácios como símbolo máximo de poder; A arte de transformar os feitos medíocres de certos políticos; A arte de criar uma imagem carismática de um rosto odioso;  A arte de transformar um ditador sanguinário numa pomba da paz.

A mesma arte que cria a pomba da paz pode criar o símbolo da guerra.

Dario I - O Grande Rei da Pérsia (Pérsia 521 a.c.- Egito 486 a.c.) já usava a arte para persuadir. Foi ele o inventor do logotipo que usamos até hoje. Seu objetivo foi criar um símbolo que o representasse em todos os lugares para sempre ser lembrado por seus súditos.

Alexandre - O Grande - Rei da Macedônia (Pela Macedônia 356.a.c. -Babilônia 323 a.c.) aperfeicoou o logotipo de Dario, colocou a imagem de seu rosto nas mãos de todos atravez da moeda que mandou cunhar em sua homenagem.

Augusto - (Caio Júlio César Otaviano) mandou esculpir sua estátua mostrando um imperador humilde com os pés descalços e as mãos vazias. A imagem de um homem comum que só queria o bem e a paz para seu povo. A arte o ajudou apaziguar o império e salvar Roma. Mais tarde fundou um sistema de ditadura que duraria cerca de 400 anos.

Em nossos dias a arte ganhou asas na mídia e na internet.

Nas eleições americanas, tal como nas nossas, a arte é instrumento para persuadir e induzir a erro os eleitores. A verdadeira imagem só se revela quando já é tarde. Ela tem sido usada para convencer o povo de que as desigualdades são naturais; que a guerra é a solução e que a paz nem sempre é possível. Os seres humanos, ontem como hoje, são vulneráveis à persuasão da arte.

A nós artistas resta a responsabilidade e a consciência de direcionar a arte para o bem da humanidade.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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O NASCIMENTO DE AFRODITE  escrito em domingo 24 agosto 2008 19:19

                         O NASCIMENTO DE AFRODITE

Afrodite, deusa encantadora, filha de Zeus e de Dione.

Cronos revoltou-se e começou sua última luta contra o pai Urano.

A lenda conta que Afrodite surgiu nas espumas do mar, fecundada pelo sangue de Urano(o cèu). Cronos cortou os ógãos sexuais de seu pai  Urano e os deixou cair no mar. Seu sangue misturado às espumas marinhas fez surgir a mais bela das criaturas, a deusa da beleza e da sedução.

Os testículos de Urano, cortados pela espada do filho rebelde, marca eternamente a derrota do pai tirano dando origem à deusa Afrodite, a criatura mais formosa que os deuses conheceram.

Após seu nascimento foi levada à Citera e depois à costa de Chipre, onde foi recebida pelas Horas que a vestiram e enfeitaram para então conduzí-la à morada dos imortais (Olimpo).

Ao percorrer a costa as flores nasciam sob os seus delicados pés.

As lendas sobre Afrodite são muitas e até divergentes. Conta-se que a deusa teria casado com Hefesto, o deus coxo de Lemnos, mas que amava Ares, o deus da guerra.

Dos seus inúmeros amores adúlteros nasceram Eros (cupido) e Anteros, Deimos e Fobos (\terror e o medo) e a Harmonia.

O amor apaixonado de Afrodite pelo belo Adônis custou-lhe a vida. Áries, cego de ciumes, vai destreoçá-lo para que Afrodite não possa querer mais ninguém do que a ele.

Noutras lendas em que a deusa do desejo se vê mais como uma progeção da sua provocação de desejo, conta-se que Afrodite simplesmente surgiu das ondas, despida e formosa junto a Cítara. Não gostando daquele lugar, a deusa do amor e da beleza peregrinou por outros lugares indo parar na ilha de Chipre onde tinha servas e encarregadas de vesti-la e cuidar de sua beleza.

Outra lenda afirma que Afrodite é filha dos amores de Zeus e de Ione, a ninfa filha de Urano e Gea, ou de Oceano e Tétis.

Para os artistas sua imagem prdileta sempre será a bela saindo dentre as ondas do mar, navegando na sua concha. Esta versão sempre foi a preferida para representar o triunfo do seu nascimento e a glorificação da sua divindade de beleza inigualável.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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OBRAS DE ARTE ORIGINAIS E FALSAS  escrito em sexta 22 agosto 2008 11:59

          OBRAS DE ARTE ORIGINAIS E FALSAS

Obra original é aquela cuja autenticidade não existe nenhuma dúvida.

Falsos existiram e existirão sempre, pois o valor financeiro de uma obra de arte acompanha a sua qualidade tal como a sombra acompanha o corpo que a projeta.

Dossena, Batianini, Van Meegeren, foram falsários notáveis, quase geniais.

Na atualidade um dos falsários mais famosos é, sem dúvida, Edgar Mrugalla. Ele próprio diz que ja perdeu a conta de quantos quadros copiou para seus clientes, mas calcula que foram mais de 3.500 obras.

Muitas pesoas adquirem obras falsas sabendo da sua real condição. Estão apenas querendo ter na parede uma obra supostamente famosa para expor aos amigos. Na verdade eles não tem nenhum amor pela arte, mas apenas as usam para provar sua boa condição social e financeira. Muitas vezes quando esta pessoa more ou  se desfaz de sua  obra falsa ela acaba no mercado.

Calculos estimativos indicam que cerca de metade das obras de arte negociadas no mundo são falsas. Sempre são de pinores muito valorizados. Numerosos Van Gogh, 70% dos Chagal, 90% dos dali. Tambem pintores como Picasso, Rembrandt, Renoir, Gustav Klint, Macke, são os preferidos dos falsários de nossos dias.

No Brasil também possuimos os nossos falsários, alguns ocupados em parodiar a produção de grandes artistas modernos e contemporâneos, para os quais sabem que existe mercado.

É preciso ter a noção nítida e precisa do que se entende por falsificador: alguém que, com finalidade dolosa, forja e passa adiante obras de arte. O aluno que, na Academia, executa uma cópia com finalidade de autodiciplinar-se, não é, evidentemente, um falsário, mas um copista.

Os falsos podem ser facilmente desmascarados pelo olho treinado de um especialista e (sobretudo no caso da pintura antiga) por exames físico-químicos de laboratório como,por exemplo, o de carbono 14.

Original, cópia, réplica, obra de atelier, obra no estilo de deterninado artista, obra da escola de determinado artista são diferentes noções, que convém ter presentes na fixação do preço, ao passo que o falso constitui uma violação da lei e anula o preço.

No caso particular da gravura, considera-se original aquela produzida por determinado artista e tirada por ele, ou sob seu controle direto.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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OBRA ILUSTRATIVA DE Romeo Zanchett.

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ARTE POR AMOR, POR PRAZER OU POR DINHEIRO.  escrito em quinta 21 agosto 2008 23:53

               ARTE POR AMOR, POR PRAZER OU POR DINHEIRO

O prazer de ter uma obra de arte em casa faz alegres amigos e visitas.

Muitos possuem obra de arte para ostentar poder. Estes personagens, geralmente estão mais preocupados com seu valor do que com sua qualidade.

O importante é que a obra de arte atenda, em primeiro lugar, ao nosso gosto pessoal, pois iremos conviver com ela no dia a dia.

Um bom quadro é, nos dias de hoje , um bom investimento de capital, com pouquíssimo risco de perda. Um bom negócio que já interessa a gente de todas as camadas sociais.

Todos sabem que o mercado de arte é cada vez mais internacional. O comércio, através de Galerias ou até mesmo da internet, baseia-se quase sempre nos lances alcançados nos leilões, onde se afere a cotação das obras na bolsa de arte. Nos grandes leilões internacionais, como o da Sotheby's e Christie's de Londres, ou o de Parke Bernet, de Nova Iorque, ou ainda do Hotel Drouot, de Paris, as vendas são espetaculares pelo preço que atingem.

Os amadores de arte e os" marchands" se empenham em adquirir novas obras ou valorizar as que já possuem: esta é a mecânica. E esta é também a forma pela qual se processa a seleção de qualidade.

O que distingüe o colecionador do mero juntador de objetos é seu gosto: o verdadeiro colecionador verá sempre, na obra de arte, uma finalidade em si mesma, independente portanto de qualquer outro fator. Comprará assim obras de arte para fruí-las, para gozarde sua companhia e experimentar, com sua posse, uma sensação de amor quase físico.

O gosto é indispensável ao bom colecionador; o dinheiro ajudá-lo-á bastante, mas é melhor o gosto sem dinheiro que o dinheiro sem gosto. A intuição existe, mas o estudo proporcionará a todo candidato a colecionador instrumentos poderosos, capazes de orientar-lhe as buscas.

É através de leilões que o amador de arte poderá ter uma garantia real de venda e valorização da obra que possuir. O leilão é o mercado do comprador.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico.

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OBRA ILUSTRATIVA de Romeo Zanchett

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